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sexta-feira, maio 23, 2008

 

...poema





Porque pairas?
Porque insistes?
Porque pairas se deixaste
que te prendessem terrenas
falsas tranquilidades?
Porque negas o que eras -
nuvem íntegra, real,
sobre as mentiras do mundo?
Às vezes cantas em tudo.
Mas é tão triste e tão tarde.
Meu amor, porque vieste?

Nunca tivera sabido
como se nasce e se morre
de repente ao mesmo tempo
para sempre, ó arrastada
humana deusa frustrada
água irmã da minha sede
luz de toda a claridade
que só em ti neste mundo
para mim era verdade.

de Alberto de Lacerda
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